Ortinho, artista de Caruaru-PE, é considerado pela mídia especializada um dos melhores compositores da sua geração. O cantor e compositor começou cedo seu relacionamento com a música. Aos 15 anos de idade foi controlador de som da Rádio Difusora de Caruaru. Nesta época conheceu todo tipo de música, inclusive o rock brasileiro dos anos oitenta, estilo musical que teve um importante papel na sua formação artística. Nos anos noventa Ortinho parte para a capital pernambucana e logo se envolve com o movimento que viria a se tornar um tsunami cultural que transformaria o país e a alma desse cantor arretado, deixando a marca permanente do artista caruaruense em solo recifense: o Mangue Beat.
No auge do movimento, encabeçado por Chico Science, Ortinho formou a banda Querosene Jacaré e lançou um disco que se tornaria uma referência do rock pernambucano, o álbum “Você Não Sabe da Missa um Terço”. Com o seu talento sendo reconhecido nacionalmente, Ortinho não demora para se tornar parceiro de compositores como Chico Science (Sangue de Bairro-trilha do filme Baile Perfumado, de Lírio Ferreira), Lula Cortes (As Flores), Lula Queiroga (Desabafa), Junio Barreto (Procurando Dun-Dun), entre outros.
Com alma cigana e vontade de descobrir novos caminhos como compositor, deixa os companheiros de banda e parte para um auto-exílio em São Paulo, encontrando vários parceiros e amigos, para, então, em 2002, lançar o seu primeiro álbum solo, o elogiado “Ilha do Destino”, com participações de grandes nomes da música brasileira, como Arnaldo Antunes, Zeca Baleiro, Marcelo Jeneci e Paulo Lepetit, que se tornaram seus parceiros regulares, além de Chico César, Bocato entre outros.
Segundo o crítico Tárik de Souza, em matéria do Jornal do Brasil - RJ, Ilha do Destino é um dos melhores discos de 2002. Quatro anos depois lança o seu não menos elogiado álbum “Somos”(2006), também com vários amigos convidados, e ganha destaque na revista Carta Capital, numa matéria escrita por Pedro Alexandre Sanches, onde, segundo o jornalista, “Ortinho é o Glauber Rocha da música brasileira”.
Compositor inquieto e com saudade de beber da fonte, volta a viver na terra dos arrecifes e começa a trabalhar em sua próxima alquimia sonora, preparando, na moita, quase na surdina, a sua terceira obra, o “Herói Trancado”. Mas, antes de completar essa trilogia musical, se encontra com o amigo e parceiro Arnaldo Antunes, e desse encontro surgem alguns dos novos sucessos da música brasileira. Faixas gravadas por Arnaldo Antunes, no álbum “Iê, Iê, Iê”, outras por Marcelo Jeneci, em seu disco de estreia, "Feito pra Acabar", e por ele próprio, como o hit "A Casa é Sua", regravada recentemente por Maria Bethânia noCD/DVD Cartas de Amor. Em Herói Trancado, trabalho que lhe rendeu o Prêmio Talentos Brasileiros, da Revista Contigo, em 2011, Ortinho mais uma vez não economiza nos convidados. Aliás, este disco foi uma confraternização de amigos. Participam: Arnaldo Antunes; Dengue (Baixo) e Jorge Du Peixe, da Nação Zumbí; Vicente Machado (Bateria) e Chiquinho(Teclados), do Mombojó; Edgard Scandura; o jovem e talentosíssimo pianista Victor Araújo e Daniel Belleza. Não foi à toa que o álbum foi considerado um dos melhores discos de rock pop do Brasil por grande parte da imprensa especializada.
Multiartista, Ortinho também apareceu nas telas do cinema nos filmes Baile Perfumado (Paulo Caldas e Lírio Ferreira), Árido Movie (Lírio Ferreira), O Mundo é Uma Cabeça (Bidu Queiroz e Claudio Barroso), além de em alguns curtas e documentários. Atualmente Ortinho trabalha na produção do seu novo disco, ao lado de Jorge Du peixe, que assina a produção musical. Aguardem.

Herói Trancado
2010

Somos
2006

Ilha do Destino
2002

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